Lesados do BES ouvido no Parlamento
Por Luís Freire
Os clientes lesados pela situação
financeira do Banco Espírito Santo (BES) foram hoje ouvidos na Comissão
Parlamentar criada pela Assembleia da República para investigar o fim do
império de Ricardo Salgado. Ricardo Ângelo e Luís Vieira deram voz aos muitos
clientes lesados com toda a situação.
Depois de criada uma associação que
represente os clientes lesados pela actuação do Banco Espírito Santo e com
vista a apurar as obrigações e direitos nesta problemática do Grupo BES-GES,
chegou a hora de ser ouvida na Comissão parlamentar que avalia o Caso.
Pelas 16h00 de quinta-feira foi ouvido
Ricardo Ângelo, Presidente da direcção da Associação de Defesa dos Clientes
Bancários Lesados e hora e meia depois foi a vez do Presidente da Associação de
Defesa dos Clientes Bancários, Luís Vieira, prestar o seu depoimento na
comissão de inquérito.
Em cima da mesa esteve o tema do
reembolso do papel comercial, responsabilidade que o Banco de Portugal
transitou para o BES, o "banco mau", com os clientes a lutarem para
serem ressarcidos pelo Novo Banco.
Apesar de Stock da Cunha querer
ver a situação resolvida anteviu algumas dificuldades advindas de um acordo
generalizado com todos os clientes, que privilegiaria apenas aqueles que fossem
comercialmente mais atractivos. A Associação, porém, acusou-o de mudança de
atitude. Segundo Luís Vieira "até princípios de janeiro, davam-nos a entender
que estavam disponíveis para dialogar. Mas, desde então, as coisas
mudaram".
Diante de deputados de todos os grupos parlamentares
que demonstraram muita sensibilidade em relação a este problema. Luís Vieira
afirmou que "informação tem sido praticamente nula", apontando o dedo
ao Novo Banco, ao Banco de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM) e realçou que "é muito difícil explicar isto aos associados,
que há pouco tempo continuavam a ver os balcões com a marca BES [Banco Espírito
Santo] e tinham garantias dos funcionários do BES que iam ser reembolsados, e
agora nem sequer querem falar com eles".
Fontes: Agência Lusa; Diário Económico; Portal Notícias oa minuto