Lesados do BES ouvido no Parlamento

20-02-2015 12:05

Por Luís Freire

Os clientes lesados pela situação
financeira do Banco Espírito Santo (BES) foram hoje ouvidos na Comissão
Parlamentar criada pela Assembleia da República para investigar o fim do
império de Ricardo Salgado. Ricardo Ângelo e Luís Vieira deram voz aos muitos
clientes lesados com toda a situação.

Depois de criada uma associação que
represente os clientes lesados pela actuação do Banco Espírito Santo e com
vista a apurar as obrigações e direitos nesta problemática do Grupo BES-GES,
chegou a hora de ser ouvida na Comissão parlamentar que avalia o Caso.

Pelas 16h00 de quinta-feira foi ouvido
Ricardo Ângelo, Presidente da direcção da Associação de Defesa dos Clientes
Bancários Lesados e hora e meia depois foi a vez do Presidente da Associação de
Defesa dos Clientes Bancários, Luís Vieira, prestar o seu depoimento na
comissão de inquérito.

Em cima da mesa esteve o tema do
reembolso do papel comercial, responsabilidade que o Banco de Portugal
transitou para o BES, o "banco mau", com os clientes a lutarem para
serem ressarcidos pelo Novo Banco.

Apesar de Stock da Cunha querer
ver a situação resolvida anteviu algumas dificuldades advindas de um acordo
generalizado com todos os clientes, que privilegiaria apenas aqueles que fossem
comercialmente mais atractivos. A Associação, porém, acusou-o de mudança de
atitude. Segundo Luís Vieira "até princípios de janeiro, davam-nos a entender
que estavam disponíveis para dialogar. Mas, desde então, as coisas
mudaram".

 Diante de deputados de todos os grupos parlamentares
que demonstraram muita sensibilidade em relação a este problema. Luís Vieira
afirmou que "informação tem sido praticamente nula", apontando o dedo
ao Novo Banco, ao Banco de Portugal e à Comissão do Mercado de Valores
Mobiliários (CMVM) e realçou que "é muito difícil explicar isto aos associados,
que há pouco tempo continuavam a ver os balcões com a marca BES [Banco Espírito
Santo] e tinham garantias dos funcionários do BES que iam ser reembolsados, e
agora nem sequer querem falar com eles".


Fontes: Agência Lusa; Diário Económico; Portal Notícias oa minuto