Portugueses ingerem sal a mais e em 5 anos apenas um quarto mudou a alimentação
Apesar dos malefícios do consumo excessivo de sal e das várias recomendações dadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), nos últimos 5 anos apenas um quarto da população mudou os seus hábitos alimentares.
Os dados foram avançados à Lusa pela Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH), a propósito do Dia Mundial da Hipertensão que se assinala no domingo, numa iniciativa da World Hypertension League que tem como objetivo divulgar a importância da prevenção, deteção e tratamento da doença.
Segundo estes novos resultados do estudo sobre a “perceção da população sobre hipertensão”, que pretendeu avaliar o conhecimento da população portuguesa sobre hipertensão, 95,6% dos portugueses ingere sal acima do recomendado pela OMS (5,5 gramas por dia).
Anualmente são mais de 400 as pessoas que dão entrada no Centro Hospitalar Cova da Beira vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), um problema de saúde que deixa lesões em mais de dois terços dos doentes. Na região, nos últimos anos, o número de vítimas de AVC estabilizou, embora Miguel Castelo Branco, director da unidade, sublinha que esta região tem uma população envelhecida, escalão etário em que se registam mais casos. Já a taxa de mortalidade tem vindo a diminuir, fruto da evolução no atendimento a este tipo de doentes, nomeadamente com a criação da Unidade de AVC do Centro Hospitalar, em 2005.
Ana Monteiro, nutricionista no CHCB, chamou a atenção para outro mau hábito: o consumo excessivo de sal. Portugal é o País da Europa que mais sal põe na composição dos alimentos.
Carina Alves e Soraia Ferros